segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A ORIGEM DO DIA DE TODOS OS SANTOS

           A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum a 1 de novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa. Na Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas batizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou. Em Portugal, neste dia, as crianças costumam andar de porta em porta a pedir bolinhos, frutos secos e romãs.

 História

         Na Igreja Católica, o dia de "Todos os Santos" é celebrado no dia 1 de novembro e o de "Finados" no dia 2 de novembro. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.

          O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/paroquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.

        Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).

  Intenção catequética da festividade

           Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano.

          Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal Beato John Henry Newman: não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.

 Citações do Catecismo da Igreja Católica

         957. A comunhão com os santos. «Não é só por causa do seu exemplo que veneramos a memória dos bem-aventurados, mas ainda mais para que a união de toda a Igreja no Espírito aumente com o exercício da caridade fraterna. Pois, assim como a comunhão cristã entre os cristãos ainda peregrinos nos aproxima mais de Cristo, assim também a comunhão com os santos nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e Cabeça, toda a graça e a própria vida do Povo de Deus» [1].
Cquote1.svg «A Cristo, nós O adoramos, porque Ele é o Filho de Deus; quanto aos mártires, nós os amamos como a discípulos e imitadores do Senhor;
e isso é justo, por causa da sua devoção incomparável para com o seu Rei e Mestre.
Assim nós possamos também ser seus companheiros e condiscípulos!».
Cquote2.svg

Martyrum sancti Polycarpi 17, 3: SC 10bis, 232 (FUNK 1, 336).

         1173. Quando a Igreja, no ciclo anual, faz memória dos mártires e dos outros santos, «proclama o mistério pascal» realizado naqueles homens e mulheres que «sofreram com Cristo e com Ele foram glorificados, propõe aos fiéis os seus exemplos, que a todos atraem ao Pai por Cristo, e implora, pelos seus méritos, os benefícios de Deus» [2].

2013. «Os cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade» [3]. Todos são chamados à santidade: «Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito» (Mt 5, 48):

«Para alcançar esta perfeição, empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida em que Cristo as dá, a fim de que [...] obedecendo em tudo à vontade do Pai, se consagrem com toda a alma à glória do Senhor e ao serviço do próximo. Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do povo de Deus, como patentemente se manifesta na história da Igreja, com a vida de tantos santos» [4].

FONTE: www.wikepedia.org.

sábado, 29 de outubro de 2011

MENSAGEM DO PREFEITO AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

CEARÁ-MIRIM
MENSAGEM PELO DIA DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO
O Prefeito de Ceará-Mirim, Antônio Peixoto parabeniza a todos os funcionários públicos pela passagem do seu dia
O Prefeito de Ceará-Mirim, Antônio Peixoto, através de sua Assessoria de Imprensa, emitiu mensagem parabenizando todos os servidores públicos do município pela passagem do Dia do Funcionário Público neste 28 de outubro.
Sendo também funcionário público, o prefeito reconhece a dedicação e a contribuição de todos os servidores municipais de Ceará-Mirim, e a eles reitera votos de respeito e gratidão.
Confira a íntegra da mensagem do prefeito aos funcionários públicos:
“Caros amigos e amigas, servidores públicos municipais.
Hoje queremos agradecer.
No dia dedicado ao funcionário público, prestamos nossa homenagem aos valiosos servidores do nosso município.
A experiência de vida pública nos permite testemunhar a dedicação e o empenho dos homens e mulheres que integram o funcionalismo municipal em prol do desenvolvimento de Ceará-Mirim.
O povo cearamirinense tem razões para se sentir orgulhoso dos seus servidores.
Em sua atividade cotidiana, quase sempre de forma anônima, dedicam sua vida de trabalho, as funções do município com amor e dedicação.
Neste dia 28 de outubro, Dia do Funcionário Público, queremos reiterar a gratidão e o respeito que sempre dedicamos aos nossos servidores.
Respeito, expresso no diálogo, na transparência, no incentivo à qualificação e ao profissionalismo.
Hoje queremos parar e agradecer, porque vocês, funcionários públicos, fizeram, fazem e sempre irão fazer parte da história de Ceará-Mirim.
Parabéns.
Um Feliz Dia do Funcionário Público e que Deus abençoe a todos.
Um forte abraço deste amigo de vocês, Antônio Peixoto”
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FONTE: Jorge Moreira: Assessor de Comunicação

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

BIOGRAFIA DO PROFESSOR JOSÉ TITO JÚNIOR


JOSÉ TITO JÚNIOR

             Filho de José Tito Filho e Ana do Carmo Tito, ele comerciante e agricultor e ela do lar. José Tito é o segundo filho do casal. São seus irmãos, Maria Cremilda de Souza, Jaime Seguier de Souza, Elza Tito de Souza e Tácito Tito de Souza.



             José Tito fez seus primeiros estudos em uma escola particular e o primário no Grupo Escolar José Rufino. Passou sua infância na cidade de Angicos. 
             José Tito Júnior nasceu no dia 14 de agosto de 1925, na cidade de Angicos, Estado do Rio Grande do Norte. 
             Em 1938 foi encaminhado para o Seminário Diocesano de Santa Terezinha em Mossoró/RN, pelo então vigário Padre Manoel Tavares de Araújo, depois Bispo de Caicó. No Seminário faz o curso de Admissão e o Ginásio, tendo como professor o então Bispo de Mossoró, Dom Jaime de Barros Câmara, depois Cardeal do Rio de Janeiro.
             Em 1942, ao deixar o Seminário regressou à sua cidade natal, passando a ajudar seus pais no comércio e agricultura até o ano de 1944.
             Seu primeiro emprego foi como chefe de Almoxarifado da Usina de Beneficiamento de Algodão e Indústria de Óleo, na Vila de Fernando Pedroza, hoje cidade.
             Em julho de 1946 foi nomeado para o Departamento de Correios e Telégrafos, ocupando a função de Auxiliar de Tráfego Telegráfico.
             Como educador contribuiu bastante para o ensino e educação de crianças e jovens do município de Ceará-Mirim, chegando ao auge, com a fundação de um estabelecimento de ensino primário “EXTERNATO SÃO JOSÉ”, dentro de sua própria residência, utilizando três salas, conseguindo carteiras em regime de empréstimo, pela então Diretora do Ginásio Santa Águeda, Madre Maria Natália, irmã franciscana do Bom Conselho.
             Teve inúmeros alunos, hoje homens formados exercendo funções representativas em nossa sociedade, dentre os quais enumeraremos: Dr. Gotardo Fonseca (médico); Dr. Pedro Simões (advogado); Dr. Pedro Avelino (advogado) e, seu filo, Dr. Ramilson Pereira Tito (médico), além de outros jovens de cearamirinenses.
             Fundador, Diretor e Professor do educandário Madalena Antunes Pereira, em 1968, hoje Escola Municipal Madalena Antunes Pereira.
             Em abril de 1976 foi transferido da Agência de Correios de Ceará-Mirim para a Agência Postal da Cidade Alta em natal/RN, sendo nomeado Gerente da Agência. Em 1979 foi nomeado Chefe do Setor de Entregas Especiais Domiciliar até sua aposentadoria pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em janeiro de 1980.
             Em 14 de agosto de 1995, na passagem das comemorações dos seus 70 anos, Fo homenageado pelo corpo docente e discente da Escola Municipal madalena Antunes Pereira, por ocasião da abertura dos jogos internos da citada Escola, no Ginásio Aderson Eloy.
             Duas semanas depois voltou á referida Escola, quando emocionado, perante professores e alunos, externou a sua gratidão, pronunciando as seguintes palavras:
             “Primeiro  de que tudo quero iniciar as minhas palavras, agradecendo a Deus e a Nossa Senhora da Conceição que ao completar 70 anos de vida, poder voltar ao Ceará-Mirim, para receber tão grande e significativa homenagem.
             Sinto-me por demais emocionado ao contemplar estes jovens estudantes da Escola Municipal Madalena Antunes Pereira, que fundei em 1968, com o nome de Educandário Madalena Pereira, hoje com uma matrícula de mais de 900 alunos.
             Venho aqui a cidade de Ceará-Mirim, cidade dos verdes canaviais, assistir a abertura dos jogos internos da escola municipal, antigo educandário e ser homenageado como seu fundador.
             Vim ver, depois de quase vinte e sete anos a árvore que aqui plantei, com todo amor, com todo carinho, com muita dificuldade e sacrifício. Estou muito feliz, pois a semente desta árvore que aqui plantei caiu em terreno fértil, nasceu, cresceu e está dando bons frutos.
             Estou por demais feliz, porém as glórias, as honras e as homenagens que hoje estou recebendo como seu fundador em 1968, não pertencem só a minha pessoa; para alcançar o sucesso, contei com a colaboração, o apoio, a ajuda e a boa vontade dos professores, da minha esposa, dos meus filhos e especialmente da professora Janete Medeiros e do professore Guilherme Marinho, que muito me ajudaram e aos quais entreguei o futuro do Educandário, hoje Escola Municipal. Em 1975 assumiram e deram conta, transformando em um grande estabelecimento de ensino.
             O caminho percorrido não foi fácil, porém o esforço, o sacrifício foram compensados. Tivemos falhas, fomos criticados por uns, por outros elogiados.
             Sabemos que grande parte das eficiência de qualquer organização técnica ou administrativa, depende da competência e da responsabilidade dos elementos que a dirige, porém, além da competência, torna-se necessário que conte com a ajuda de uma grande equipe, e que esta, esteja imbuída de uma sábia mentalidade e uma elevada compreensão do papel que cada um desempenha, dentro da sociedade em que vive.
             Tudo na vida o tempo consome na sua marcha implacável. Fixar o momento belo que existiu, que se viveu, eis o instante que a sensibilidade nos favorece para deleite nosso.
             Confesso que nos 25 anos que morei em Ceará-Mirim, vivi momentos difíceis, vivi momentos de indescritíveis emoções e de muitas alegrias, porém, nunca um momento de tão grande emoção como a que estou vivendo hoje.
             Aprendi no Ceará-Mirim, e o Madalena Antunes me ensinou, que a felicidade consiste em ser bom e fazer o bem.
             Quando organizei os estatutos do antigo Educandário, hoje escola municipal; quando abri as portas para receber as crianças, os jovens e por que não dizer adultos para estudarem, para venceram na vida, não foi visando enriquecer ou explorá-los, como muitos naquela época pensaram.
             Não, eles se enganaram. Fiz sim, pensando em educar sem discriminação. Fiz sim, como pai pobre para ajudar a educar os filhos dos menos favorecidos. Fiz sim, para ajudar aos pais que como eu não eram senhores de engenho, nem usineiros, nem comerciantes abastados. Fiz sim, para ajudar aos pais funcionários públicos, donos de mercearia, pescadores e pequenos proprietários, a educar os filhos.
             O Educandário Madalena Antunes Pereira foi criado para servir ao povo humilde, ao povo simples do Ceará-Mirim.

ESCOLA MADALENA ANTUNES
             
Quero agradecer a todos os que fazem esta escola, ao corpo docente e discente.
             Agradeço de coração, em nome de toda minha família. Nunca pensei em toda minha vida, ser alvo de tão grande e significativa homenagem.

FONTE: gibsonmachadocm.blogspot.com


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NOTÍCIAS DO BARÃO DE CEARÁ-MIRIM


CEARÁ-MIRIM - IMPÉRIO DO BARONATO CEARA-MIRINENSE

A pujança política e cultural de Ceará-Mirim tiveram como marca indelével a ascensão à nobreza do Barão Manoel Varela do Nascimento – título recebido por decreto em 22 de junho de 1874. Nos 67 anos do período imperial brasileiro foram concedidos 1.211 títulos de nobreza. Destes, 740 tornaram-se barões. No Rio Grande do Norte foram apenas quatro. Manoel Varela foi o primeiro.

O Barão do Ceará-Mirim nasceu em 1802, na propriedade Veríssimo, hoje subúrbio da cidade. Fica vizinho à Usina São Francisco, região que à época pertencia à freguesia de Extremoz. Manoel Varela descartou o cargo político mais alto do Estado para permanecer em Ceará-Mirim, onde ergueu seu império. Trouxe técnicas de produção inovadoras. Era visto como homem empreendedor. Tornou-se dono de muitas terras, engenhos, escravos e gados. Teve participação significativa na educação e na construção da igreja matriz da cidade.

Acima dos feitos e do status, Manoel Varela foi o proprietário do engenho São Francisco. O conjunto arquitetônico do antigo palacete senhorial – construído em 1857 – requer hoje cuidados urgentes. A Usina de beneficiamento de açúcar e álcool que ocupa a área do antigo engenho já destruiu muitos de seus antigos casarios. O cemitério particular onde descansam os restos mortais do Barão e a capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, localizados dentro do engenho, ainda permanecem.


CAPELA DO ANTIGO ENGENHO SÃO FRANCISCO


 
CASA GRANDE DO BARÃO 
  



Não foi permitida a entrada da equipe na casa-grande do velho engenho São Francisco. Conta-se que há um retrato do Barão em perfeito estado de conservação pintado pelo pintor francês Jean Bindseil, em 1866, em óleo sobre tela. Ele estaria exposto na sala principal da casa-grande. Do lado de fora, apenas um prédio de arquitetura desgastada, de paredes emboloradas e ainda a espera de ser tombado pelo patrimônio arquitetônico do Estado. Um retrato dos tempos de baronato e da história cultural do Rio Grande do Norte.







Manoel Varella do Nascimento - Barão de Ceará-Mirim
Bernarda Varella - Baronesa de Ceará-Mirim

FONTE: gibsonmachadocm.blogspot.com

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BIBLIOTECA DE CEARÁ-MIRIM



 
Foto de Gibson Machado
                A Biblioteca do Ceará-Mirim foi criada em 1945, pelo prefeito Ângelo Pessoa Bezerra, com a denominação de “Biblioteca Pública Dr. José Pacheco Dantas”, tendo por objetivo servir ao município como um núcleo aglutinador de material para leituras e pesquisas.
                Funcionou inicialmente em uma das salas da Prefeitura, no antigo prédio da Intendência, hoje Câmara Municipal. Seu primeiro dirigente foi Rafael Fernandes Sobral, um apaixonado por Ceará-Mirim a quem coube a incumbência de organizar o acervo inicial.
                Na década de 1960 a Biblioteca foi transferida para um prédio situado à Rua Boa Ventura de Sá, sob a administração de Lúcia Brandão, que à época representava o INL – Instituto Nacional do Livro.
                Durante a gestão de Maria Lêda Dantas Câmara a Biblioteca finalmente conseguiu sua sede própria. O prefeito de então Ruy Pereira Júnior, recebeu em doação para o município, um imóvel situado à Rua Heráclio Villar, nº 881. A doação foi feita por Iolando da Cunha Pacheco Dantas, filho do patrono da Biblioteca.
Foto de Gibson Machado
                O imóvel era uma bela residência, construída em 1930 pelo fazendeiro Joel Carvalho, cujas iniciais estão gravadas em um dos degraus que dão acesso à sacada principal da casa. Possui um pequeno e aconchegante jardim central e duas sacadas em forma de “L”. Foi adaptada para ser a sede da Biblioteca, cuja inauguração aconteceu em 01 de janeiro de 1977. Apesar do tempo e das intervenções, a estrutura arquitetônica ainda guarda traços marcantes da época de sua construção.
                Ao longo do tempo a Biblioteca foi se expandindo, ampliando seu raio de ação e incorporando novos serviços. Sob a administração de Gerinaldo moura da Silva foi criado o Prêmio Adele de Oliveira com o objetivo principal de incentivar o hábito pela leitura e fomentar a criação literária no município. Para dar apoio a estudantes dos bairros mais distantes foram criadas a Biblioteca Francisco Jussier Barreto, a Biblioteca Infantil Poetisa Ana Augusta da Fonseca Cabral e a Biblioteca Pedagógica Professor Fernando Agostinho Barros.
                Alguns outros projetos forma implementados, dentre os quais, Biblioteca na Escola, um projeto itinerante que levava às escolas da rede pública e particular diversos serviços. Outro projeto, “A Hora do Conto”, oferecia às crianças oficinas de contação de histórias, desenho e teatro.
                Atualmente a Biblioteca conta com aproximadamente 9000 sócios e um acervo de aproximadamente 20.000 (vinte mil livros). Presta serviços de empréstimos e pesquisas, promove exposições culturais, etc.
                Dentre os projetos que pretende implantar estão a informatização de seu acervo, internet, videoteca, cinema da escola, Enciclopédia Viva e Hora do Conto.
FONTE: (Por Gerinaldo Moura – Livro Ceará-Mirim, engenho e arte – 2005),
       www.gibsonmachadocm.blogspot.com

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A ORIGEM DA FAMÍLIA FERREIRA EM CEARÁ-MIRIM





A FAMÍLIA FERREIRA
 
Família do Major Luis Ferreira da Silva
Os Ferreiras chegaram a Vila de Ceará-Mirim por volta dos anos 1830 e 1850, vieram de Portugal e se instalaram na localidade de Lagoa Grande. Gente muito trabalhadora, logo prosperaram e construíram uma grande casa e plantaram cana de açúcar trazida de Portugal.
João Ferreira chegou a Ceará-Mirim aos 10 anos e aos 23 anos quando freqüentava as missas dominicais, conheceu a portuguesa Elizia Policarpo, moça muito bonita e prendada. Aos poucos foi se aproximando da bela donzela e em 16 de maio de 1860 casaram-se e desse matrimônio tiveram 8 filhos. João faleceu de febre amarela em 1876.
Com a morte do Pai, seu filho Luis Ferreira da Silva, aos 12 anos, assume a responsabilidade da família e passa a tomar conta de sua Mãe e de seus irmãos.
Aos 22 anos conhece Dona Quininha, viúva do comerciante Pedro Malaquias e a pede em casamento, assumindo seus dois filhos, Heretinho e Sofia.
Luís era ativo, aprendeu violino, tocava bem. O violino gemia em suas mãos. Aprendeu a teoria musical. Na intimidade ele compunha as suas músicas. Fazia serestas, era muito procurado para trocar nas festas de aniversários. Era um bom dançarino e a valsa era sua musica predileta.
A casa de comércio deixada por Pedro Malaquias era grande e logo Luis ampliou o negócio abrindo uma loja de ferragem, uma padaria e uma sapataria. Tornou-se um grande e importante comerciante.
Nesse período recebeu o título de Major da Guarda Nacional e entrou para a Maçonaria onde foi Maçom grau 33 – informante.
Do casamento com Dona Quininha nasceram seis filhos: Alice, Lídio, Apropriano, Luiza, Beatriz e João Severino. Após dez anos de felicidades sua esposa veio a falecer.
Era músico e ensinou todos os filhos a arte musical. Todos tinham que aprender solfejar e teoria musical. Ensinou a tocar  piano, violino, violão, etc. Alice aprendeu bandolin; Lídio, piano e violino; Luizinha, piano, foi professora de piano; Apropriano, pianista de salão; Beatriz, concertista de piano e tocava violino e finalmente Joãozinho tocava flauta. Todos tinham de conhecer bem a música e solfejar. Por muito tempo foi maestro e regente da Banda de música de Ceará-Mirim. Deixou algumas composições de sua autoria. Infelizmente o material produzido por ele se deteriorou com o tempo.
Após um período de viuvez, Luis resolveu casar novamente. Conheceu uma senhorita chamada Mariquinha e soube que morava em Papari. Ele procurou os pais da moça e falou que pretendia casar com ela. Imediatamente foi providenciada a realização do segundo matrimônio do Major Luis Ferreira. Desse enlace tiveram seis filhos: Raimundo, Luiz Ferreira da Silva Filho, Maria do Ó – muito bonita, parecida com a mãe. Raimundo, ótimo pianista de salão, tocava muito bem, o violino gemia em suas mãos. Maria do Ó tocava piano. Luiz Ferreira Filho nasceu infantil. No quarto filho, Mariquinha teve um ataque de eclampse e faleceu.
Raimundo, Luis Ferreira Filho e Maria do Ó
Após um ano de viúvo, com três filhos menores, o major resolve casar e pede a mão de uma das irmãs de sua falecida esposa, de nome Yayá. Ela não aceitou porque era doente e provavelmente não viveria muito, deixando o cunhado viúvo novamente. O sogro Inocêncio chamou a outra filha e disse que ela casaria com o cunhado Luiz. Ela prontamente atendeu a solicitação do pai. Assim a 26 de julho de 1926 ele casou pela terceira vez com sua cunhada Joaninha.
Joaniha e Luis Ferreira
Desse terceiro casamento nasceram quatro filhos: Maria da Conceição, Celina, Geraldo e Inês. Assim como os outros filhos, todos aprenderam música. Conceição era pianista, violonista e professora; Celina tocava piano e era professora; Geraldo era pianista de salão e Inês tocava piano.
Maria da Conceção, Celina, Geraldo e Inês
A esposa Joaninha faleceu em 29 de dezembro de 1940. Luiz com 75 anos pede a sua filha Celina que fale casamento a irmã de sua falecida esposa Yayá que ainda estava viva. Ela por sua vez disse que não casou quando era nova, não casaria mais. O Major Luiz Ferreira da Silva faleceu em 1950 aos 84 anos.

FONTE: gibsonmachadocm.blogspot.com

BIOGRAFIA DE RUY ANTUNES PEREIRA



RUY ANTUNES PEREIRA O FILHO DA SINHÁ MOÇA


RUY ANTUNES PEREIRA
 

            Nasceu em 22 de junho de 1902, no Sobrado Antunes Pereira (hoje Prefeitura Municipal). Sobrado este construído por seu avô materno JOSÉ ANTUNES DE OLIVEIRA, onde residiu com seus pais – OLÍMPIO VARELA PEREIRA e MARIA MAGDALENA ANTUNES PEREIRA, juntamente com os irmãos – MARIA ANTONIETA PEREIRA VARELA, VICENTE IGNÁCIO PEREIRA, ABEL ANTUNES PEREIRA e JOANA D´ARC PEREIRA DO COUTO, EM Ceará-Mirim-RN.

            Ruy Antunes Pereira freqüentou o Grupo Escolar “Barão e Ceará-Mirim”, a partir de 1915. Nessa época, a família mudou-se para e Engenho Oiteiro (herança deixada por José Antunes de Oliveira para sua filha Magdalena).

            Chegando no engenho, era preciso trabalhar, e o menino Ruy, com apenas 13 anos, passou a ajudar os pais intensivamente, para que pudessem dar aos filhos a educação suficiente.

            Ruy era responsável nas madrugadas, na chamada aos operários, para o início da moagem, tendo, inclusive, trabalhado como maquinista (pessoa responsável em abrir e fechar o breque a vapor, para movimentar e parar as moendas), e, também, era exímio limpador de garapa (caldo de cana) nos tachos ferventes, para melhorar a qualidade do açúcar bruto. Já àquela época, era profundo conhecedor da propriedade, identificando todos os partidos de cana pelo nome.

            Além dos estudos do Grupo Escolar “Barão de Ceará-Mirim”, recebia aulas diárias com a experiência, a inteligência e a dedicação da sua mãe. Este foi o único estudo que ele pôde ter. Isso até constituía um certo complexo de inferioridade nele; todavia, não o impedia de ser leitor assíduo de livros e jornais, conhecendo os mais notáveis autores brasileiros e estrangeiros. Nesse contexto, vale lembrar seus professores – Dr. Abner de Brito e a poeta Adele de Oliveira.

            Graças ao seu trabalho, conseguiu erguer um bom patrimônio, residindo sempre no seu “Mundo Encantado” (Engenho Mucuripe) onde, com humildade, sem demonstrações de vaidades ou ostentações, conquistou a amizade, o bem-querer e o respeito de todos os moradores.

            Em 12 de julho de 1927, contando com a colaboração da sua noiva Odette e da prima Maria da Cruz Ribeiro Dantas, arrendou uma área de 27 mil covas – 595 braças, correspondentes a mais ou menos 8,5 há, para plantio de cana, arrendamento este em terras da Usina Ilha Bela, vizinha (extrema) ao Engenho Oiteiro do seu pai – Olímpio Varela Pereira, por três anos, de 1927 a 1929, pelo preço de cinqüenta mil réis a mil-cova (cova é uma medida de área usada na região – um há, é  igual a 3.333 covas).

            Ruy Antunes Pereira dedicou-se ao trabalho até meados de 1986, quando, pelo avançado dos anos, pela fadiga, entregou os negócios ao filho Ruysinho. Mas, mesmo de longe, jamais deixou de amar seu “Mundo Encantado”.

Antigo Engenho Mucuripe - 1947

            Era casado com Odette Ribeiro Pereira falecida em 30 de abril de 1992, com quem teve cinco filhos – Olavo Ruy, Adelmo, Maria (falecidos com menos de um ano de vida), Ruyzinho e Denise.

            Em 1980, fez em cartório (contando, para a tramitação da documentação, com a ajuda de Gilda e Carlos Cerino), um testemunho, solicitando aos filhos que, ao haver plantado uma palmeira, ali gostaria que fossem despejadas as suas cinzas. Desejo cumprido pela filha Denise e o genro Arnaldo Gaspar, que levaram seu corpo para São Paulo onde foi cremado, aos 23 de abril de 1995, voltando as cinzas para o lugar desejado – a palmeira.

O Senhor de Engenho, descendente de ilustres escritores do vale do Ceará-Mirim, como sua mãe – Maria Magdalena Antunes Pereira, seu tio-avô Juvenal Antunes de Oliveira, seu primo Nilo Pereira e tantos outros, deixou-nos, em inúmeras cartas, um testemunho de bem-querer ao passado e aos seus entes mais caros.

FONTE: www.gibsonmachadocm.blogspot.com
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

A ANTIGA CEARÁ-MIRIM


              Ceará-Mirim nasceu Boca da Mata, povoado em torno de mata virgem, onde seus primeiros colonos sobreviviam da plantação de subsistência e roçados de algodão. Ali formou-se um pequeno núcleo comercial , dando origem as primeiras edificações. No entanto, relatos de pessoas mais idosas, nos faz repensar a história de que tudo tenha começado naquele ponto. Há indícios de que as primeiras edificações surgiram na localidade conhecida como Veríssimo, lá existia uma feira e, no entorno dela, residências, engenho e cadeia. Além disso, havia ali um colégio que era administrado por padres, provavelmente os mesmos que demarcaram Ceará-Mirim com vários Cruzeiros, inclusive o que, hoje, está instalado na Rua da Cruz. Posteriormente essa escola foi administrada por um francês chamado Collerman. No Veríssimo nasceu a poetisa e professora Adelle de Oliveira. Bom, de acordo com fontes orais pesquisadas, Em dias da feira, no Veríssimo, havia muita confusão com os empregados e escravos de um senhor de engenho conhecido por Dr. Loló. Esses embates eram controlados pela milícia que sempre era chamada para interferir. Assim, a feira foi transferida para a localidade de Boca da Mata e, ali, iniciou o pequeno núcleo de moradores, que se instalaram às margens do rio. Nesse ponto as estradas se cruzavam indo para sul, com destino a localidade conhecida por Jacoca e a outra destinava-se a Vila Nova de Extremoz, então sede dessas povoações.

           O núcleo cresceu e as primeiras edificações foram sendo conshtruídas ao longo das estradas existentes. O solo fértil e bem adaptado para a plantação da cana de açúcar, possibilitou a instalaçao de várias engenhocas e banguês ao longo do vale. O surgimento dos pequenos engenhos contribuiu para o desenvolvimento sócio-econômico daquele pequeno povoamento. Os senhores dos engenhos instalados no vale inciaram uma luta para trazer a estrada de ferro, que era uma maneira de escoar suas produções, e, também, um meio de diminuir a distância da província, que era feita em lombo de animal, troles e carros de boi.
O primeiro engenho que se tem notícia foi instalado proximo a Boca da Mata - Engenho Carnaubal - e seu fundador foi um protuguês, vindo de São José de Mipibu, chamado Antonio Bento Viana. Uma filha dele, casou o futuro Barão de Mipibu e tiveram um filho - Miguel Ribeiro Dantas segundo - casou com uma irmã de seu pai - dando origem a familia dos Meiras de Ceará-Mirim - fundadores dos Engenhos Diamante e Jericó. Outra filha do português, casou-se com José Ribeiro Dantas Sobrinho - o Zumba do Timbó - que era conhecido como "O Major".
ENGENHO CARNAUBAL NA DÉCADA DE 1960

ENGENHO CARNAUBAL NA DÉCADA DE 2000

                                                       CASA GRANDE DO ENGENHO CRUZEIRO


CASA GRANDE DO ENGENHO DIVISÃO


CASA GRANDE DO ENGENHO GUAPORÉ




Manoel Varella do Nascimento - Barão de Ceará-Mirim
Bernarda Varella - Baronesa de Ceará-Mirim



ESTAÇÃO FERROVIÁRIA
CÂMARA MUNICIPAL

SOLAR ANTUNES

ANTIGA RUA AURORA 
PONTE SOBRE O RIO CEARÁ MIRIM
IGREJA MATRIZ


TODAS AS FOTOS POSTADAS SÃO DE AUTORIA DE GIBSON MACHADO ALVES.

VISITE CEARÁ-MIRIM/RN E SEJA GUIADO PELO BARÃO





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